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Tabela de vendas em 3D: o que é e o que precisa para montar uma

outubro de 2026 · 4 min de leitura · Jefferson Moritz

Uma tabela de vendas em 3D é a tabela de unidades do lançamento desenhada sobre o próprio prédio, no terreno real, aberta no celular do cliente. Em vez de uma planilha com "apto 803, 3 dormitórios, disponível", o cliente vê a torre no meio dos prédios vizinhos, toca na janela do 803, vê o preço, o sol que bate naquele apartamento e simula o pagamento. Para montar, a construtora precisa de quatro coisas que ela já tem: a implantação do prédio no lote, as plantas das tipologias, a tabela de preços e disponibilidade e as condições de pagamento. O entorno vem de dados públicos.

Desenvolvi uma ferramenta assim e a montei com os dez empreendimentos de uma construtora de Florianópolis. Este texto explica o que ela faz, de onde vem cada informação e onde estão os limites.

O que o cliente vê

O prédio no entorno real. Ruas, quadras, áreas verdes e os prédios vizinhos com altura aproximada. O cliente entende, antes de visitar, para onde a varanda olha e o que fica na frente.

As unidades por status. Disponível, reservada e vendida, cada uma com a sua cor, e o preço da que estiver disponível. Quando o corretor muda o status, a mudança aparece para todo mundo que estiver com a tabela aberta.

O sol de cada apartamento. A posição do sol muda com a data e a hora, e dá para calcular onde ele bate em cada fachada no inverno e no verão, de manhã e à tarde. É a pergunta que todo comprador faz no estande, e que normalmente se responde com "depende".

A simulação de pagamento. Entrada, parcelas durante a obra e financiamento, nas tabelas Price e SAC, para a unidade que o cliente escolheu, na própria tela.

Abre no celular, pelo link. Nada para instalar. No estande, um QR code abre a tabela no celular do cliente, que vai embora com o link no bolso e mostra para a família à noite.

O que o time de vendas ganha

Uma área para os corretores, com acesso individual, para atualizar status, preço e reserva sem depender de alguém do marketing reenviar uma planilha.

O interesse que aparece. Sem identificar ninguém, a tabela registra quais unidades são mais abertas. Isso responde uma pergunta que a planilha nunca respondeu: qual unidade o mercado está olhando e não está comprando.

Uma tabela só. A versão que o cliente vê, a que o corretor atualiza e a que o gestor consulta são a mesma. Acaba a tabela em PDF da semana passada circulando no WhatsApp.

De onde vêm os dados do entorno

Aqui está a parte que mais me perguntam, e a que mais exige honestidade.

O relevo e a altura do que existe em volta vêm do levantamento aerofotogramétrico de Santa Catarina, feito pelo governo do estado em 2012, com modelos de terreno e de superfície de um metro de resolução, publicados no portal de dados geográficos do estado. Os contornos dos prédios vêm do Overture Maps, uma base aberta. Ruas, áreas verdes e pontos de referência vêm do OpenStreetMap.

Os limites, ditos com clareza:

  • O levantamento é de 2012. O que foi construído depois não tem altura medida ali. Nesses casos, a altura é estimada a partir dos vizinhos e marcada para revisão.
  • A posição do prédio novo vem da planta de implantação. Ela precisa ser conferida pela construtora antes de ir para o cliente.
  • O entorno é para orientar, não para laudo. Ele mostra o que fica em volta e para onde a fachada olha. Para garantia de vista, quem responde é o projeto.

O que a construtora precisa ter

Para o projeto completo, a lista é curta:

  • a planta de implantação, com a posição da torre no lote;
  • as plantas das tipologias, com a numeração das unidades;
  • a tabela de preços e a disponibilidade atual;
  • as condições de pagamento: entrada, parcelas de obra e financiamento;
  • as cores e materiais da fachada, para o prédio ficar reconhecível.

Para uma prévia, nem isso: dá para montar um empreendimento com o que já é público do lançamento, como endereço, imagens e tipologias, e mostrar funcionando antes de qualquer compromisso.

Onde ela entra no funil

A tabela em 3D não substitui o estande nem o corretor. Ela resolve o que acontece depois que o cliente sai do estande: ele leva o empreendimento no celular, com a unidade que gostou, o sol e a simulação. E resolve o cliente de fora da cidade, que não vai ao estande na primeira conversa.

Funciona melhor justamente no lançamento na planta, quando ainda não existe prédio para ver.

Falar sobre o seu caso

Se a sua construtora tem um lançamento em andamento e quer ver como ele ficaria, monto uma prévia sem custo com o que já é público. Me chama no WhatsApp: (48) 99992-9962. Os detalhes estão em tabela de vendas em 3D para construtoras.